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06.02.2012

Aluno Ideal vs. Aluno Real

Por Raíssa Cavaignac.

Alunos ideais não existem. Não existe professor perfeito, nem aluno perfeito, mas podemos sempre nos tornar pessoas melhores. Por mais que nós, professores, tenhamos sempre o sonho de fazer uma aula para os mais aplicados, infelizmente, não é sempre que isso acontece. “Ela podia ter feito mais... eu podia estar ensinando mais...” são alguns dos pensamentos que passam pela nossa cabeça. E, com isso, aparecem algumas angústias e frustrações.
 
Porém, antes que nós tenhamos todas essas frustrações e sentimentos, temos que lembrar que, antes de tudo, nós já fomos alunos também. Alguns mais certinhos, outros mais preguiçosos e outros até esforçados, mas que levavam as coisas naquele famoso “jeitinho brasileiro”. Cada um tem as suas limitações e a sua personalidade e nós devemos respeitá-las, mas, como professores, temos o dever de incentivar os nossos alunos a sempre dar um passo a mais.
 
Lembrar o Written Assignment ou a Research pode parecer repetitivo às vezes, mas é essencial. E, muitas vezes, para o aluno, isso não é “chatice” de professor, mas uma forma de carinho. Alunos adultos têm sempre muito o que fazer, então, qualquer lembrete é válido.
 
Sem sombra de dúvidas, alunos aplicados, ou, digamos, os “quase ideais”, fazem a aula render. O aluno estuda em casa, prepara o dever, tira dúvidas e, com isso, faz a alegria do professor. Todo mundo sai da sala feliz da vida, fazendo com que o professor sempre pense “Ahhh... quem me dera se todas as aulas fossem assim”. A aula termina no tempo certo, os alunos fazem o dever no tempo certo, aprendem tudo direitinho e, de quebra, ainda saem indicando o curso para os amigos.
 
O professor tem aquela sensação de dever cumprido, mas o aluno real, muitas vezes, não é assim. O aluno real pode não ter tempo – tem que cuidar da mãe, do filho, do trabalho, da faculdade – e aí acaba não fazendo o dever. O aluno real, às vezes, é uma pessoa “cri cri”, que faz muitas perguntas ou que já chega “atrapalhando” a aula.
 
Como seres humanos, não é sempre que vamos gostar deles “de cara” ou que vamos entender todas as desculpas ou explicações. Mas, como professores, temos que ser sempre mais. Mais pacientes, mais dedicados, mais preparados para desafios e devemos sempre pensar que aquele famoso “empurrãozinho” é essencial.
 
Raíssa Cavaignac
Professora – Wise Up Largo do Machado RJ

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9 COMENTÁRIOS

  • 30.03.2012 | 10H03 DE:

    Gabriel Martins - Prof YM ANIL

    Acredito que em posição de professores e educadores é essencial transmitir ao aluno uma energia de capacidade e mostrar a ele que realmente nos importamos com seu aprendizado e desenvolvimento.

  • 07.02.2012 | 21H02 DE:

    Isabel Duarte - Coordenação Wise up Fpolis

    Como educadores, acho que não devíamos ter a pretensão de termos alunos perfeitos. Como já dizia alguém, quem precisa de médico são os doentes. Nossa tarefa é justamente ajudá-los, dentro d de suas reais possibilidades, desenvolvendo-os.

  • 07.02.2012 | 11H02 DE:

    Letícia - Coord YM ANIL

    Como pofessores e educadores, é essencial vermos o aluno como gente, e não como números, índices. Ouvir antes de julgar, relembrar mil vezes se preciso for, demonstrar que somos parceiros neste processo. Excelente artigo, Raíssa!

  • 07.02.2012 | 10H02 DE:

    Viviane Costa

    Acredito que lembrar-nos de nossa fase enquanto alunos (não que tenhamos deixado de aprender) ajude bastante a compreender a postura de muitos de nossos alunos. Se existem alunos ideais, penso que todos nós concordaríamos que não fomos um deles.

  • 06.02.2012 | 23H02 DE:

    Isabella Possas

    Isso aí, friend! Muito bom. A gente tem vários "almost ideal", mas "ideal" mesmo é impossível - e é essencial que a gente se esforce para melhorar sempre ao lidar com nossos alunos.

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