O combatente extraordinário
Ter alguém como alvo e depender de outro para vencer é ficar vulnerável e refém do potencial alheio.
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Neste momento temos dois grupos de pessoas comprovando a ciência comportamental humana.
O primeiro, de pessoas que estão na eminência de conquistar algo importante em sua trajetória e, por desejarem veementemente mudar de patamar, realizam coisas que nem imaginavam que poderiam. Saem de uma condição ordinária para tornarem-se pessoas extraordinárias. Se não houvesse na vida dessas pessoas um alvo que as desafiasse, certamente morreriam sem descobrir mais sobre o seu potencial.
Em seguida, há aquelas que embora estivessem dançando inicialmente conforme a música, quando o ritmo muda, perdem o alvo e saem da dança. Juntando-se às que, espontaneamente, decidiram assistir ao combate e nos casos mais otimistas até torcerem, trocando suas posições de combatentes para meros telespectadores.
Pior do que estar fraco é não estabelecer um alvo, uma referência de vitória. Quando fracassamos em nosso projeto inicial, buscar uma nova referência é determinante para vencermos essa fase. Sendo assim, ainda que fracassando, você pode estar vencendo, porque se supera, dizendo não para às suas derrotas.
Muitos veem uma competição como algo externo. Disputam com um adversário, colocando o seu potencial e ritmo na dependência do oponente. Quando o oponente realiza algo mais significativo, alguns combatentes amarelam. Esperam um resultado alheio para estabelecerem suas metas.
Importante lembrar que, vencer alguém, deve ser apenas uma consequência de vencermos aos nossos próprios limites.
Quando correspondemos o nosso alvo de superação, naturalmente nos destacamos e nos aproximamos da vitória.
Ter alguém como alvo e depender de outro para vencer é ficar vulnerável e refém do potencial alheio.
Quando se entende essa visão ou princípio, de que se superar vale mais do que vencer quem está mais fraco, coleciona-se mais vitórias e nos permite experimentar mais do nosso valioso potencial.
Independentemente de sua posição atual de combate, esteja certo de que neste momento você pode se conhecer melhor e realizar mais.
O pior fracasso é aquele que não te dá a oportunidade de conhecer e vencer os seus limites. E quem escolhe isso somos nós.
Que nesses últimos dias úteis do ano você possa realizar algo do qual nunca antes tenha experimentado e tenha um último tempo vitorioso.
Keila Apelfeld - Crendo que lutar é uma questão de dignidade!
Diretora Nacional Comercial