Muita gente ainda subestima a escola da matrícula, subestima o quão formadora ela é na vida de uma pessoa. A primeira etapa na formação profissional do Programa Trainee do Ometz Group é, sem dúvida alguma, a principal etapa do processo de formação de um executivo comercial, uma vez que nessa etapa estão contidos os principais princípios que levarão esse profissional ao topo da empresa.
É tão verdade essa máxima que sem dominar essa etapa, nenhum brilhante líder consegue comandar nossos trainees, nossos gerentes. Isso impossibilita por exemplo o melhor diretor comercial de outra empresa desempenhar sua função como diretor aqui sem passar pela escola da matrícula. Isso para alguns pode parecer enigmático, mas na realidade é muito simples. Se compararmos área comercial com engenharias, por exemplo, assim como engenharias, temos telecoms, elétricas, civil, mecânica, petróleo e gás, também na área comercial temos distintos know-hows. Assim como colocar um engenheiro civil pra chefiar o trabalho numa plataforma de petróleo pode ser catastrófico - para liderar pessoas numa plataforma, tem que além de dominar o tema liderança, deve também ser um profissional de petróleo e gás - do mesmo modo é na matricula. Sem saber o que vive um trainee, é impossível liderar.
Sexta-feira passada retornei de Buenos Aires de uma semana de descanso, semana que foi produtiva do início ao fim. Literalmente o fim, foi uma excelente oportunidade de praticar os princípios que graças a Deus tive o privilégio de estudar na Universidade da Matrícula no Programa Trainee, pelo qual fui formado, e que jamais alguém poderá roubá-los de mim.
Tudo começou com o taxista, que no caminho do aeroporto, pegando um caminho, encontrou um protesto que interrompia a via. Ele ficou extremamente nervoso, preocupado. Começou a reclamar, murmurar e, consequentemente, dirigir de maneira agressiva. Ali tive a oportunidade de praticar o princípio de não murmurar quando as coisas estão dando errado. Acalmei ele, disse que confiava no esforço dele em me levar pelo melhor caminho, e que reclamar só iria atrair coisas ruins. Ele foi se acalmando e me conduziu bem até o aeroporto. Assim começou o meu retorno.
Chegando a fila da Aerolineas Argentinas, percebi o clima de empresa quebrada, pessoas desmotivadas, clientes reclamando. Pude ai praticar o princípio da ação e reação ao ver a atendente desmotivada, que devia estar com o salário atrasado, e ainda tendo que aturar os clientes nervosos, provavelmente por isso se encontrava apreensiva não muito disposta. Decidi ser gentil e com um sorriso, e sincera simpatia, ao invés de jogar sobre ela o peso do atraso do vôo, dessa maneira conquistei a confiança dela que imediatamente se pôs a me ajudar. Percebendo a real possibilidade de um atraso da Aerolineas e que eu poderia vir a perder a minha conexão com a Gol no Paraguai, então ela espontaneamente, demonstrando um cuidado especial comigo, me disse que mandaria uma mensagem para Asunção, dizendo que eu pegaria o vôo da Gol, e que talvez eles pudessem me ajudar.
Conforme o esperado, o vôo atrasou, muito. Saímos com tanto atraso que já nos conformamos em dormir a noite no Paraguai, afinal não teria mais vôo naquele dia. Enfim, descansei, mais uma vez não murmurei, apesar de perder um evento importante em Curitiba, viajamos já pensando em, de alguma maneira, aproveitar o dia naquele país. Fomos os últimos a descer do avião e lá estava um funcionário da Aerolineas me esperando. Ele deve ter perguntado para todo o vôo sobre nós, afinal fomos os últimos a sair do avião. Lembrei da mensagem que a atendente em Buenos deixou, que o fez me esperar na porta do avião. Então ele nos levou correndo para uma fila, do vôo da Gol para Curitiba, que estava sendo embarcado.
Não cabia em mim de felicidade, ia dormir em casa, o vôo da Gol também havia atrasado, e lá estava embarcando. Foi quando o funcionário da Gol negou a nossa entrada dizendo que o check in já havia sido encerrado. O funcionário da Aerolineas me pediu desculpas, aceitou o não e foi embora. Mais uma vez no meu dia eu tive a chance de praticar um princípio na Universidade da Matricula, não aceito não como resposta. Foram no total cinco nãos que o funcionário da Gol me deu, com cinco diferentes justificativas. Eu só teria me conformado quando visse o avião voando. Enquanto tivesse uma chance de dormir em casa, que era o meu objetivo, lutaria pelo sim. O funcionário da Gol percebeu que eu não desistir, foi até comandante da aeronave, e voltou com a autorização.
Ele me colocou uma condição para voar que as malas ficariam e iriam embora no outro dia. Olhei pra minha esposa e coloquei em prática mais um princípio, tomar decisões sob pressão. Voamos para o Brasil e nossas malas dormiram no Paraguai. Minha viagem não havia terminado enquanto não chegassem as minhas malas, e como off não é matrícula, mais uma vez a saga do meu retorno me dava a oportunidade de praticar um princípio, deixar a situação na sua mão. Pensei: “Vai que o funcionário da Gol esquece de buscar as minhas malas, vai que a Aerolineas se nega a entregar e manda de volta pra Buenos Aires, o que fazer?” Dormi tranqüilo e no outro dia, liguei pra Aerolineas no Paraguai para conversar com eles e avisar que deixassem as minhas malas em poder da Gol.Quem disse que em algum lugar na internet, Google, ou qualquer site de pesquisa tem o telefone da Aerolineas de Assunção? E quem disse que o trainee não encontra as pessoas?
Então pensei, hotel sempre tem o telefone do aeroporto. Pesquisei um hotel, consegui o telefone do aeroporto, liguei pro aeroporto, pedi o telefone da Aerolineas. Foi quando falei com a Cintia e pude praticar mais um princípio, assentar bem um compromisso. Tive a palavra da Cintia de ela entregaria as malas para a Gol enviar no mesmo vôo, e único do dia. Descansei a cabeça e na hora e local combinado fui buscar o off (malas). Só comemorei, inclusive twittei essa palavra da cúpula, quando estava com o “cheque na mão”, ou seja, todas malas.
Santa Universidade da matrícula. E se eu tivesse começado lamentar o transtorno do protesto que estava impedindo a passagem? E se eu tivesse chegado nervoso no aeroporto e transmitido ansiedade pra atendente? E se eu tivesse aceitado o “não” do funcionário da Gol? E se eu tivesse contado com off e não tivesse ligado pra Assunção e assentado a vinda das minhas malas?
Não subestime a fantástica formação que existe em cada estrela conquistada na meta gerencial. O que você aprender aqui, jamais esquecerá.
Valorize!
Edio Alberti – Mestre da Universidade da Matrícula